Insight Out - The Association

Published on by Wandique

Na metade da década de sessenta o rock e a música pop já estavam bem posicionados em relação à sua produção e consumo, havia mercados específicos para todos os tipos de gosto musical, do rock "intelectualizado" (se é que assim se pode dizer) e a música mais inconsequente do pop. Talvez atualmente essas diferenças estejam muito dissolvidas mas pelo menos ainda existe gente que sabe separar o que gosta e o que não gosta. Sempre o rock foi mais valorizado entre os meios ditos pensantes e o pop ... bem o pop era para ouvir no rádio, fundo musical, muzak. Mas como todas as coisas, o que é mais fácil, tanto para fazer como para consumir, é mais produzido. O número de grupos musicais sempre foi imenso mas a qualidade também é sempre discutível. Lembro de uma enquete que uma rádio local fez entre os ouvintes (isso foi no início da década de 70) para eleger "a melhor música do século". Não sei qual a motivação de semelhante coisa mas durou uma tarde de Domingo. Os ouvintes ligavam para a emissora e elegiam a sua música indistintamente sem restrições ou falsos pudores. O que mais me chama a atenção hoje é que não ouve nenhuma indicação de música sertaneja, caipira, regional ou "nativista" como dizem os nossos compatriotas do extremo sul. O que se apresentou foi  MPB recente (coisas da Bossa Nova até a data da pesquisa) e música americana (ou de língua inglesa). Só um ouvinte me pareceu ousado e votou na "Rhapsody in Blue" do George Gershwin. No final da tarde foi eleita uma música de um compositor nacional que não lembro nem seu nome, nem o nome da música. Não tenho muita certeza mas acho que era uma música do Carlinhos Vergueiro (?). Mas então. O que pode vir à mente é que os "ouvintes" quiseram fazer galhofa da pretensão da enquete e sabotaram a mesma. Duvido muito sabendo que m foram e quem são meus concidadãos. Isso é uma maneira de entendermos que quem "eleje" melhor qualquer coisa é o tempo, a história, e não diretamente as pessoas. A história não é a representante do povo mas a representação dele. Quarenta e quatro anos depois eu venho resgatar esse disco devido a uma música somente, "Never my love". Nem todos os "grandes sucessos" são tão grandes assim, nem toda obra é uma "masterpiece" como "eles" dizem. Já discuti aqui as diferenças entre gosto pessoal e estética digamos assim, formal. Não creio que o grupo estivesse buscando um lugar na história da canção americana, eles queriam era vender discos mas deste, "Windy" fez sucesso na época porém foi "Never my love" que ficou. Pelo menos no coração e mentes de alguns. Creio que isso já faz valer o trabalho deles.

Lançado em Junho de 1967

Lado A

1) Wasn't it a bit like now?

2) On a quiet night

3) We love us

4) When love comes to me

5) Windy

6) Reputation

Lado B

1) Never my love

2) Happiness is

3) Sometime

4) Wantin' ain't gettin'

5) Requiem for the masses 

 

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