Sleep with Angels - Neil Young

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Esse disco é um tanto sombrio porque tem uma guitarra sombria. E guitarras quando choram, choram muito. Talvez aquela citação de "Hey Hey, My My (into The Black)" na carta de suicídio do Curt Cobain ainda reboasse na mente do NY. Este é mais um album com o "Crazy Horse", muito denso, muito introspectivo, sem dar chance para quem o ouvir: "rock'n'roll will never die" mas os roqueiros morrem, ou se matam. Não é uma música ameaçadora ou deprimente nem simplesmente triste ou niilista, mas definitivamente solitária. A expressão dessa solidão é algo bem real na medida que o tempo das músicas não é coerente com a "sensação de tempo" que elas transmitem. A velocidade do som é uma coisa, a "absorção" desse conteúdo é algo completamente diferente, a percepção temporal é algo que nos engana. Às vezes esse disco me parece longo demais, outras vezes, curto demais. E sua repetição se faz necessária, compulsiva até, como uma criança assistindo um filme ou desenho animado que gosta, assiste muitas, mas muitas vezes mesmo. Nenhum disco do Neil Young havia causado esse efeito em mim (a música do Zappa pode te fisgar, assim como o trabalho do Philip Glass), não é uma dependencia, creio estar mais para uma obsessão. Mas isso é o que eu sinto.

Lançado em Agosto de 1994

Lado A

1) My Heart

2) Prime of Life

3) Driveby

4) Sleep with Angels

5) Western Hero

Lado B

1) Change your Mind

Lado C

1) Blue Eden

2) Safeway Cart

Lado 4

1) Train of Love

2) Tran AM

3) Piece of Crap

4) A Dream that can Last

 

Sleep with Angels - Neil Young

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