With a little help from my friends ...

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R.I.P.

 

Morreu o cantor que pela primeira vez me convenceu que não era sacrilégio gravar uma música dos Beatles. Quando o documentário do festival passou aqui o filme era censurado e eu não podia vê-lo, era só para maiores de 18 anos ... mas o disco (triplo e ao vivo) não era censurado ! Eu já conhecia blues pela guitarra do Hendrix e do Clapton e pela voz da Janis Joplin mas não poderia jamais ter imaginado aquela versão do Joe Cocker. Primeiro porque eu nunca havia ouvido falar nele e também pelo aspecto da sacralidade dos Beatles como comentei acima. De qualquer maneira aquilo me marcou profundamente (o meu "avatar" é o logo do Festival, a pombinha da Paz sentada no braço de uma guitarra) e sempre que lembro de Woodstock o que me vem primeiramente é a interpretação daquele que inventou a guitarra de ar (acho que foi ele, eu nunca havia visto aquilo antes). A voz e a intensidade de sua interpretação me deu o entendimento que a música é algo que se tira do fundo da alma. Setenta anos de blues e cachaça. Estou ficando velho, meus heróis estão morrendo, um a um e os meus "inimigos estão no poder".

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