Gravações ao vivo: Robert Fripp

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Muitos de nós desgostamos das gravações "ao vivo" devido às imperfeições que eventualmente chegam aos nossos ouvidos. Como isso ainda ocorre depois de tantas décadas de gravações ao vivo ? Já não era tempo que essa técnica fosse dominada ?

Muitos músicos tem consciência disso (creio que eles ouvem os seus discos) e se preocupam de como evitar o inevitável. Seguem alguns aforismos precisos sobre a imprecisão das gravações ao vivo:

1) O "sound-check" não tem relação alguma com o que acontecerá quando o público entrar no teatro e os músicos subirem ao palco.

2) Desconfie de qualquer músico que toca em volume máximo durante o "sound-check"

3) Microfones movem-se da posição em que foram colocados

4) Microfones de bateria captam tudo

5) Microfones de voz captam quase tudo

6) Bateristas empolgados as vezes batem nos microfones com as baquetas

7) Pés escorregam sobre os pedais de volume

8) Desconfie de qualquer iluminador que diz que as luzes não causam nem causarão ruídos no sistema de som

9) Um engenheiro de som terá que trocar fitas de gravação; ou seja, as fitas chegarão ao fim enquanto a banda estiver tocando. Mais cedo ou mais tarde isso acontecerá.

10) Ao afinar um mellotron isso não acontece.

                                                                              Rober Fripp

P.S.: meu disco "ao vivo" preferido é o "The Concert for Bangla Desh" do George Harrison & Friends

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