Cheap Thrills - Big Brother & The Holding Company

Published on by Wandique

“On stage, I make love to 25,000 different people, then I go home alone.”

Existe algo de especial no Texas além do petróleo. Foi lá que nasceram Stevie Ray Vaughan, Johnny Winter e ... Janis Joplin. O Cheap Thrills foi um paulada nos sentidos pois (mais uma vez) nunca ninguém ouvira uma branca cantando um blues como ela cantava : arrancado do fundo da alma e com toda a dor e energia necessária para isso acontecer. Para a TFM (que me perdoe o Rosa) esses ícones da "música jovem americana" (a desinformação era tanta que dava a impressão que os EUA era o único país do mundo no qual se falava inglês) eram o capeta encarnado.  E Janis Joplin  sua sacerdotiza (que o diga o Sergei que andou com ela). A voz dela faz parte da música. Não é simplesmente uma intérprete, ela se investia de música, ela era a música. "The light that burns twice as bright burns half as long". E como ela brilhou ! Fiquei (acho que não fui o único) totalmente mesmerizado pela sua versão de "Summertime". O Gabriel cometeu a versão dele mas isso não se compara. O disco é ao vivo o que traz a eletricidade nele contida diretamente para nossos corações e mentes. É impossível ficar indiferente ao disco.  Fico pensando nisso que ela disse (a citação no início do post) sobre solidão. Não foram as drogas que a mataram.

Lançado em Agosto de 1968

Lado 1

1) Combination of the two

2) I need a man to love

3) Summertime

4) Piece of my heart

Lado 2

1) Turtle Blues

2) Oh, sweet Mary

3) Ball and chain

P.S 1.: a capa é do Robert Crumb e causou um problema de contabilidade para a CBS pois devido ao despojamento e repulsa do autor pelo stabilishment ele nunca foi receber o pagamento pelo seu trabalho.

 

P.S 2.: e tem gente que não gosta da voz dela. É preciso entender que mais que uma excelente cantora, ela foi uma intérprete ímpar, uma Billie Holiday branca só por fora.

Cheap Thrills - Big Brother & The Holding Company

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